O Camarada José Lamego foi convidado pela Linha a estar presente neste debate, tendo declinado o convite por se encontrar afastado das questões autárquicas e mesmo da vida política. No entanto, sublinhou a importância da presente iniciativa e desejou as maiores felicidades ao Clube A Linha.
António Miranda, sublinhou a importância das próximas eleições autárquicas para o Partido Socialista e recordou os debates que A Linha tem realizado em torno deste tema. Contudo, para preparar o futuro, referiu que importa conhecer o passado, de modo a evitar erros cometidos e aprofundar a reflexão com a participação de todos, recordando os presentes que já passou um ano desde as últimas eleições autárquicas realizadas em 11 de Outubro de 2009.
“Entendemos ser este o momento adequado
para falar do passado de forma desapaixonada. Analisar todo o processo e comparar as campanhas, reconhecendo os erros cometidos se for o caso. Mais do que assacar culpas ou pedir explicações, importa deixar pistas para o futuro”, sublinhou António Miranda.
Umberto Pacheco iniciou a sua intervenção referindo que o Partido Socialista em Cascais terá de ter uma estratégia definida ao longo do tempo, identificando cinco eixos sobre os quais se deve estruturar uma campanha: o perfil do candidato, a escolha das equipas, o programa eleitoral, a equipa envolvida na campanha eleitoral, a que chamou de “exército”, e a logística a proporcionar pelas estruturas do Partido.
Ao analisar as campanhas eleitorais de 2001 e 2005, destacou as circunstâncias políticas específicas em que estas se realizaram e os perfis dos candidatos à Câmara, que eram muito distintos um do outro, sublinhando como a maior fragilidade das campanhas a questão organizacional. Apesar de uma melhor preparação na campanha de 2005, a falta de motivação do tal “exército”, a par com a falta de recursos para a campanha contribuíram para os resultados finais.
O Camarada Umberto Pacheco sublinhou ainda que cada uma destas dimensões carece de um trabalho específico e dedicado, que continua a tardar. Com efeito, a criação de uma estratégia de intervenção política nas freguesias é possível, sobretudo por via de uma relação estreita com o eleitorado, destacando como exemplo o trabalho realizado por José Luís Judas durante as eleições autárquicas que lhe valeu a vitória em Cascais.
Por seu turno, o Camarada Fernando Arrobas da Silva, começou por reconhecer que a imagem que ainda persiste é a de um candidato ‘sozinho’, expressando que mesmo em circunstâncias diferentes, ‘a derrota é igual’. Arrobas da Silva identificou pequenas diferenças nas recentes campanhas, mencionando que pouco se aprendeu e pouco conhecimento e experiência se retirou das eleições anteriores.
Referiu ainda que o Partido Socialista é o maior partido político português e que em condições normais ganharia as eleições autárquicas e é por isso que se mantém esta coligação entre o PSD e o CDS. Apesar da reduzida dimensão nacional, o CDS em Cascais continua a ter uma importante base de apoio eleitoral. Neste sentido, defende que o PS deverá no futuro estabelecer uma coligação pré-eleitoral com o PCP.
Referiu ainda que o Partido Socialista é o maior partido político português e que em condições normais ganharia as eleições autárquicas e é por isso que se mantém esta coligação entre o PSD e o CDS. Apesar da reduzida dimensão nacional, o CDS em Cascais continua a ter uma importante base de apoio eleitoral. Neste sentido, defende que o PS deverá no futuro estabelecer uma coligação pré-eleitoral com o PCP.
Arrobas da Silva, fez ainda um balanço do seu mandato enquanto Vereador, deixando duras críticas ao executivo da coligação PSD/CDS.
Finalmente, o Camarada Germano de Sousa fez referência à importância da constituição das listas. O modo como estas são constituídas é um factor fundamental para o sucesso das eleições. “Importa abrir as listas a pessoas fora do Partido” sublinhou. Chamou ainda a atenção para o programa eleitoral, o qual tem de ser feito atempadamente e com o envolvimento das forças vivas de Cascais.
Mais referiu que urge pensar numa campanha em regime de continuidade, acompanhando esta a estratégia política do partido, tendo ainda de lhe estar associada uma estratégia eleitoral.
O Camarada Germano de Sousa acrescentou que sobre o candidato, “este deve ser escolhido hoje, para começar a trabalhar em Cascais já amanhã”. O candidato tem de conhecer Cascais, viver Cascais, de modo a provar que está preparado e que é capaz de fazer melhor em Cascais do que a actual coligação. Para tal, importa ter presente o papel fundamental que a comunicação social desempenha, devendo esta ser substancialmente melhorada.
A estas intervenções seguiu-se um participado debate. Entre as questões abordadas foi dado especial enfoque nomeadamente à elevada taxa de abstenção no Concelho de Cascais, à falta de articulação e colaboração entre as estruturas políticas locais e a definição estratégica e consequente implementação que tarda em acontecer.
Texto retirado do blog da "Linha - Clube de Reflexão Política".
Obrigado Luís pela publicação.
ResponderEliminarAbraço fraterno,
Fernando Montenegro